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Sexta, 23 Jun de 2017
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Artigos de Opinião Business Angels e o Ecossistema Empreendedor Nacional

Business Angels e o Ecossistema Empreendedor Nacional

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Artigos de Opinião
Os investimentos realizados pela comunidade portuguesa de Business Angels têm assumido uma particular importância na criação de novas empresas  e na concretização de  projetos inovadores em fases iniciais do seu ciclo de vida (seed capital e early stages).

De facto nos últimos três anos, e tendo por base a primeira linha de financiamento criada no âmbito do Programa FINOVA - e gerida pela PME Investimentos - foram efectuados 153 investimentos em 95 start-ups, com menos de três anos de actividade, no montante global de 17.8 milhões de euros que possibilitaram a criação de mais de 150 postos de trabalho qualificado.

Mais recentemente, ou seja desde o passado dia 18 de Fevereiro, com o lançamento da segunda linha de financiamento para Business Angels, no montante global de 15 milhões de euros, já foram realizados investimentos em mais 18 start-ups que totalizaram cerca de nove milhões de euros.

Em face do exposto podemos concluir que também no nosso País, a comunidade de Business Angels, é o investidor por excelência do financiamento de novos negócios que ambicionam conquistar o mercado global. Tendo em linha de conta que ainda se encontram disponíveis para investir até Junho de 2015, 24 milhões de euros da primeira linha de financiamento, e até Setembro de 2015, 6 milhões de euros da segunda linha de financiamento, sou da opinião que os números atrás referenciados irão ter um acréscimo muito significativo dando satisfação ao aumento da procura que se tem estado a verificar por parte dos empreendedores portugueses que começam a acreditar que Portugal tem o ambiente ideal para lançarem as suas empresas.

As políticas públicas de suporte ao empreendedorismo e ao seu financiamento encontram-se perfeitamente enquadradas com as melhores práticas internacionais – mais do que medidas novas o que falta é potenciar aquelas que já demonstraram benefícios para a sociedade portuguesa - faltando agora vencer o desafio da originação de projectos com maior massa crítica qualitativa.

Porém este, desafio, só será ultrapassado quando conseguirmos envolver uma maior diversidade de actores do nosso ecossistema empreendedor (players da industria e da distribuição, universidades, agentes tecnológicos, fundos de capital de risco, corporate venture e Business Angels, infra-estruturas de suporte à inovação e ao empreendedorismo e naturalmente os meios de comunicação social) tendo em vista aproveitar ao máximo as vantagens da “fertilização” cruzada.
A este nível o poder político assume um papel deveras importante na união de todos os actores do ecossistema empreendedor nacional em torno de uma causa comum - fazendo com que cada um deles compreenda melhor as prioridades e dificuldades que têm de ultrapassar para criarmos uma nação que possa crescer e ser próspera – que se encontre sustentada na interiorização de políticas horizontais básicas que permitam ter sempre presente a internacionalização, a excelência na produção, qualidade e designer, a inovação e tecnologia e a respectiva sustentabilidade financeira.

Apesar de ainda nos encontrarmos num período de evolução do nosso ecossistema empreendedor caracterizado pela “rega das árvores e não da apanha dos frutos” temos de ter consciência de que sendo as pessoas o elemento chave que marca a diferença em todo o citado ecossistema as mesmas terão de sentir por parte das estruturas do governo, com responsabilidades nestas matérias, que estas têm não só a obrigação de aportar os fundos mas também a visão estratégica e o poder de liderança – tão essencial à eliminação de resistências e protagonismos… -  necessários à concretização do enorme potencial que se encontra por explorar e sem o qual dificilmente aproveitaremos a oportunidade de dar o maior ímpeto possível à criação de emprego e ao crescimento em todo o País.

Em todo o caso não posso deixar de continuar a sensibilizar o Poder Político para a necessidade de encararem o empreendedorismo e a educação como duas oportunidades verdadeiramente extraordinárias que precisam de ser alavancadas e interligadas se pretendermos desenvolver o capital humano exigido para construir a sociedade portuguesa do futuro.

De facto como diversas entidades e personalidades têm vindo a afirmar, quase diariamente, o empreendedorismo é o motor que dá energia à inovação, à geração de emprego e ao crescimento económico. O poder que a educação tem em desenvolver as aptidões que geram uma mentalidade empreendedora e em preparar líderes futuros para resolver problemas mais complexos, interligados e de rápida mudança, é cada vez mais evidente!

Nesse sentido apenas criando um ambiente onde o empreendedorismo pode prosperar e onde os empreendedores podem tentar novas ideias e emancipar outros se pode assegurar que muitos dos problemas da nossa Sociedade serão ser resolvidos.
Actualizado em ( Sexta, 25 Julho 2014 13:29 )  

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