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Terça, 15 Out de 2019
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Artigos de Opinião "Empreendedorismo: Novas Ideias, Velhos Hábitos"

"Empreendedorismo: Novas Ideias, Velhos Hábitos"

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O Empreendedorismo está mais famoso, estudado e desejado do que nunca: os cursos estão cheios, os governantes dão ênfase a novos empreendimentos, os gestores anseiam por criar os seus próprios negócios quer porque perderam os seus postos de trabalho quer porque sentem capacidade para colocar em prática as suas ideias criativas.

Prova disso é a procura crescente que no mundo universitário se está a constatar relativamente à formação nesta matéria do empreendedorismo por parte da generalidade dos cursos superiores ( gestão de empresas, engenharias, ciências da vida, arquitectura entre outras) o que permite antever que os jovens portugueses que irão incorporar-se em breve no mercado laboral ou empresarial adoptem uma postura realista e consistente perante o seu futuro e que pela sua formação estão dispostos a afrontar desafios e a contribuir de uma maneira decidida e dinâmica para o desenvolvimento económico do nosso País.

Acresce que as actuais políticas de emprego e de dinamização da economia colocam uma ênfase muito especial no fomento da cultura empresarial e, mais concretamente, do espírito empreendedor como uma das principais vias para atacar o grave problema do desemprego e da revitalização empresarial.

Este desejo Empreendedor constitui, indubitavelmente, condição necessária, todavia, insuficiente, para a criação de novas empresas e negócios e com eles postos de trabalho e riqueza.

Por muito empenho e ilusão que se coloque na criação de uma empresa - e as recentes medidas governamentais ( NEST, IDEIA, FUNDO SINDICAÇÃO DE CAPITAL DE RISCO, entre outras) muito têm contribuído para tal - se não se segue um processo racional e se não se conhecem alguns elementos chaves e imprescindíveis para o citado processo de criação empresarial, estes novos projectos e medidas estão condenados a um rápido fracasso.

De tal maneira que, volvidos pouco mais de meia dúzia de meses desde as anunciadas e legisladas medidas, se começa a ter uma sensação de impotência perante os anúncios de mais de “X milhões de euros “ para fomentar a entrada de Portugal na Sociedade do Conhecimento constatando que todas as iniciativas planeadas se estão a diluir sem terem o menor efeito.

Sem querer minimamente descurar a importância da legislação e das políticas existentes, entenda-se que estas de per si se afiguram insuficientes. O empenho dos líderes, das entidades governamentais ligadas ao fomento do empreendedorismo e da dinamização dos novos instrumentos de financiamento empresarial, deve transparecer na sua dedicação à causa das pequenas empresas principalmente através da motivação dos seus colaboradores para o envolvimento e dinamização de acções de divulgação - arte de fazer chegar informações até ao publico- assentes numa estratégia de comunicação que dissemine as informações por meio de conferencias regionais, consultorias, distribuição de material informativo e Internet.

Da mesma maneira que quando um acontecimento de interesse nacional (a realização de eleições, por exemplo) obriga as televisões a ceder tempo de antena aos partidos políticos para que exponham os seus programas aos cidadãos, podem, igualmente, realizar-se programas informativos e úteis sobre o empreendedorismo, designadamente sobre como aceder ao capital de risco, como entrar nos mercados internacionais, e, sobre as best pratices internacionais de gestão empresarial, etc... Esta sim é a sociedade do conhecimento!

Bastaria afectar-se 5 minutos do tempo em que está em antena um Programa catalisador de audiências, exibido em “horário nobre”, e o país inteiro poderia ter acesso a uma nova cultura do empreendedorismo.

Somente o circunstancialismo supra referenciado, consubstanciado na inevitabilidade da assunção de uma nova atitude, permitirá que em breve possamos observar, em Portugal, milhões de euros alavancando uma enorme “plantação” de novos negócios, projectos e talentos, sustentados na base fértil da pirâmide económica, com o capital pulverizado de facto e não concentrado no velho modelo de capitalização centralizada nas grandes e viciadas organizações que pouco oferecem em termos de oportunidades aos jovens empreendedores.

Existe muito por fazer e por isso incentivo todos aqueles que, de uma maneira ou outra, se têm comprometido com esta cruzada ( futuros empreendedores, formadores, investigadores, gestores públicos, universidades, associações, etc..) a não cair no desalento e a seguir em frente com determinação, contribuindo para o fomento do espírito empreendedor e da cultura empresarial.

Sendo certo que as oportunidades começarão a ser cada vez mais esporádicas, dever-se-á, por isso mesmo, valorizar o momento em que estas se nos apresentam pois consciencializemo-nos de que hoje, mais que nunca, dispomos dos meios para chegar onde queremos e fazermos o que queremos...

Em suma, poder-se-á afirmar que, embora possam ser observados alguns instrumentos novos originários da política de desenvolvimento tecnológico e de relançamento económico, os “velhos hábitos” ainda estão presentes no comportamento dos empreendedores e das instituições, designadamente a falta de coordenação entre instituições e políticas (programa Nest aprovado em Dezembro mas o Fundo de Sindicação de Capital de Risco que o irá suportar continua por criar...), a forma tradicional de concessão de fundos (assente em relacionamentos pessoais em detrimento do resultado de adequadas estratégias de Marketing...) e as estratégias de curto prazo por parte de muitas empresas (estratégia de sobrevivência baseada no aprimoramento das suas capacidades produtivas, do seu marketing, da especialização dos seus produtos ou segmentos produtivos, mas não em actividades de P&D e de Inovação).

 

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