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Domingo, 8 Dez de 2019
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Artigos de Opinião O Franchising e o Capital de Risco

O Franchising e o Capital de Risco

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O Franchising, enquanto uma dos modelos de negócio com maior potencial de crescimento nos próximos anos, pode constituir para o empreendedor, uma excelente oportunidade de desenvolvimento da sua actividade empresarial.

Tal situação deverá, contudo, ser encarada sob duas perspectivas distintas: na óptica do franchisador - que desenvolveu um conceito de negócio testado e de sucesso, e que pretende agora apostar na sua expansão - e na óptica do franchisado - empreendedor que pretende arrancar com o seu próprio negócio, mas recorrendo ao uso de uma marca já franchisada e, obviamente conhecida do público consumidor.

Pegando sómente na perspectiva do franchisador, este uma vez possuidor de um conceito de negócio testado e de sucesso, de Know-how e de uma marca registada, reunirá as condições à partida para começar a franchisar o seu negócio, como forma, entre outras, de expandir o mesmo. Desta forma, e na qualidade de franchisador, ele irá transferir esse Know-how, prestar apoio e permitir o uso dessa marca a franchisados, empresários independentes, que irão realizar um investimento e gerir o seu próprio negócio, ficando estes últimos a pagar contrapartidas financeiras ao franchisador, e com o dever de seguir as regras da rede.

Na maior parte dos casos de expansão do negócio via franchising verifica-se como uma grande vantagem o facto de o franchisador poder desenvolver o seu negócio sem ter de efectuar os investimentos que a criação de subsidiárias ou filiais, ou até da sua própria rede de distribuição, necessariamente exigem, dado que compete aos franchisados, enquanto entidades autónomas, fazerem os investimentos necessários por conta própria.

No entanto cada vez mais as entidades financeiras valorizam a solvência financeira não só do franchisado mas também do franchisador o que começa a provocar alguns problemas complicados no processo de expansão do negócio pois o esforço financeiro que é exigido ao franchisador na fase inicial é muito elevado, uma vez que as entidades bancárias tradicionais não se encontram vocacionadas para apoiar os franchisadores nos investimentos relacionados com campanhas de marketing, selecção de recursos humanos qualificados para funções de controlo da futura rede, implementação dos sistemas de informação, contratação de consultores especializados, aquisições de matérias primas para produção de um maior volume de produção, registo de marcas e patentes entre outros , obrigando-o a possuir uma estrutura de capitais próprios que nem sempre se encontra ao seu alcance.

Um dos instrumentos mais eficazes que os empreendedores possuem para ultrapassar estas dificuldades de existência de capitais próprios é, sem dúvida, o capital de risco que, por definição, se trata de uma modalidade financeira em que se produzem duas sequências interrelacionadas: um capitalista de risco adquire uma participação societária de uma rede de Franchising esperando obter uma mais valia quando o franchisador desenvolver com êxito a sua actividade e, por outro lado, o empreendedor obtém fundos próprios do investidor, mas também a experiência e o conhecimento do meio envolvente e de gestão de que este tipo de investidor possuidor.

Por outro lado, o Capital de Risco apresenta algumas vantagens sobre as instituições bancárias tradicionais, que permitem satisfazer algumas das dificuldades sentidas pelos franchisadores, e que passamos a expor:

- proporciona uma base sólida e flexível de capital que permite ir de encontro aos planos de crescimento e de desenvolvimento da empresa;

- ajusta a estrutura de financiamento às necessidades da empresa ao nível do cash flow;

- faz com que os rendimentos da SCR dependam do crescimento e do sucesso do negócio;

- se o negócio falhar, as SCR ficam ao mesmo nível dos empreendedores, depois dos bancos e outros credores tradicionais, com probabilidade de perda do investimento realizado;

- se a empresa entrar em dificuldades a SCR fará tudo para conseguir ultrapassar a situação;

- representa um verdadeiro parceiro de negócios, partilhando os riscos e as recompensas, com conselhos práticos e experiência;

- proporciona financiamento a médio e longo prazo.

Importa no entanto relembrar os jovens empreendedores que o planeamento habitual de uma angariação de capital é uma operação, que obedece a um grande profissionalismo e conhecimento e se organiza à volta de três grandes etapas:

1. Redacção do business plan e estruturação da montagem financeira;

2. Selecção, abordagem e negociação com os investidores;

3. Pré-fecho e fecho.

Estas etapas são normalmente ultrapassadas com o recurso a especialistas normalmente designados por Venture Catalyst os quais possuem relações privilegiadas com os investidores, quer institucionais, quer privados (Business Angels por exemplo), que lhes permitem assistir e apoiar os empreendedores no financiamento das suas start-up.

Desde o estudo do projecto à conclusão dos negócios com o investidor o Venture Catalyst actua como um catalisador para acelerar a passagem das diferentes etapas que o empreendedor terá de vencer até conseguir que a SCR financie o seu empreendimento.

Assim:

• Analisar e efectuar o apport de sugestões no business plan a desenvolver;

• Identificar e seleccionar os potenciais investidores que melhor se adaptem às necessidades do empreendedor;

• Assistir e acompanhar o empreendedor no processo de negociação (apresentações, montagem financeira da operação, pacto social, etc...)

• Constituir equipas de gestão profissionais que permitam facilitar o cumprimento do plano.

Por outro lado, os empreendedores podem beneficiar da experiência e do conhecimento do mercado por parte dos Venture Catalysts os quais lhes permitem maximizar o valor do negócio dado o acesso privilegiado a um número de compradores potenciais incluindo, obviamente, investidores estrangeiros.

Este facto é tanto mais importante quanto se sabe que a identificação dos investidores, em capitais próprios, é uma tarefa longa e difícil, e por muitos nunca alcançada. Não só porque o dossier de investimento não está em condições (actividade mal descrita, pouco clara, ambição insuficiente, um Business Plan somente centrado na tecnologia e no produto ou um Business Plan que só enfatiza a vertente financeira, são habitualmente motivos de rejeição) mas principalmente porque os empreendedores não sabem localizar o investidor mais adequado.

Em resumo podemos concluir que o habitual equilíbrio entre a rede, o mercado, a competência da estruturação empresarial e os meios ao dispor do franchisador/franchisado constituem, sem dúvida, condição necessária mas não suficiente para a criação e expansão de uma rede estável, homogénea, incentivada, dinâmica e preparada para os desafios do novo milénio.
 

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