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Quarta, 11 Dez de 2019
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Artigos de Opinião O relacionamento com as SCR

O relacionamento com as SCR

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O recurso ao capital de risco representa para muitos empreendedores, a primeira experiência de relação com um investidor externo que vem partilhar novas exigências em termos de profissionalismo na gestão e de transparência no fornecimento da informação.

Importa, numa época em que o Capital de Risco começa a ser encarado como uma alternativa eficaz aos financiamentos tradicionais, sensibilizar os empreendedores para as características que normalmente as SCR adoptam no relacionamento com os empreendedores.

Assim a relação a estabelecer com os empreendedores pode assumir várias posturas, que vão desde a intervenção activa na gestão da empresa, até ao mero acompanhamento periódico da informação financeira. O apoio é bastante variado, podendo ser considerados diferentes níveis em que as posturas “Hands-On” (activa) e “Hands-Off” (passiva) correspondem às situações extremas.

Vejamos o significado e características de cada uma das intervenções referidas:

HANDS-ON. Postura activa, por parte dos investidores em capital de risco, na gestão da empresa, de forma a poderem acrescentar Valor.

Um investidor deste tipo presta aconselhamento a nível de estratégias e desenvolvimento do negócio. Dispõem, quase sempre, de redes de relações e contactos que podem ser utilizadas em benefício dos empreendedores. Permite também, a muitos empreendedores terem alguém com quem debater as questões estratégicas da empresa.

O capitalista de risco “hands-on”, exige receber, normalmente, toda a informação financeira e de outra natureza considerada relevante. Poderá ser consultado tendo por vezes o direito de veto no que diz respeito a decisões importantes na empresa.

HANDS-OFF. A abordagem passiva, difere da anterior na medida em que a gestão fica a cargo da equipa do promotor. Se não existirem sinais preocupantes, o investidor limitar-se-á a acompanhar a evolução da empresa, através de relatórios financeiros e de mercado, periodicamente, fornecidos pela empresa.

No entanto, caso o empreendedor se desvie significativamente dos objectivos estabelecidos ou deixe de cumprir as suas obrigações financeiras, os investidores reservam o direito de tomar uma posição mais activa na gestão da empresa.

Apesar das vantagens e desvantagens associadas a cada uma das formas de intervenção dependerem de várias circunstâncias não queremos deixar de apresentar as que são normalmente aceites pelos operadores de capital de risco:

VANTAGENS - HANDS-ON

A maioria dos insucessos verificados em investimentos deste tipo devem-se a uma má gestão, a qual advém de um fraco acompanhamento por parte das SCR; logo, se existir uma maior participação das mesmas nas empresas participadas, a probabilidade dos projectos falharem é muito mais reduzida. As sociedades de capital de risco detém um "Know How" de gestão em várias áreas funcionais, que podem partilhar com as suas participadas. As sociedades de capital de risco têm uma vasta rede de contactos que permitirá possivelmente detectar mais facilmente necessidades em diversas áreas, como também permitirá uma melhor resolução dos problemas que possam surgir (através desses "canais" privilegiados).

DESVANTAGENS - HANDS-ON

A desvantagem normalmente apontada tem a ver com a posição do empreendedor uma vez que este pode perder alguma liberdade inerente à gestão do seu negócio. (Que pode não vir a ser sentida visto que, o investimento em capital de risco é uma participação minoritária).

VANTAGENS - HANDS-OFF

As SCR partem do pressuposto que, ao participarem numa empresa, acreditam que esta detém uma boa capacidade de gestão e logo não necessitam de apoio nessa área. O capital de risco sem envolvimento na gestão pode ser mais atractivo para certos empreendedores que preferem evitar a partilha da gestão com outros sócios. Se for o caso de uma empresa pequena, normalmente não terá capacidade para pagar ao gestor da sociedade de capital de risco, pelo que estas terão que se limitar a investir.

DESVANTAGENS - HANDS-OFF

A SCR corre o risco de no caso do projecto falhar, ter dificuldade de tomar decisões que eliminem o risco do investimento, não ter retorno, pois a sua reacção poderá ser tardia uma vez que não tem envolvimento na gestão desse projecto.

Em resumo podemos referir que a maioria das SCR tende a operar entre estes dois extremos, mas temos que ter em consideração que a sociedade ao investir na empresa está a assumir o risco da actividade, e dessa forma, a sua remuneração vai depender da qualidade da gestão da empresa. Nessa perspectiva, qualquer sociedade deseja ter algum envolvimento na gestão das empresas participadas, uma vez que pretenderá não só um reembolso final pelo seu investimento, mas também procurará de alguma forma, directa ou indirectamente, influenciar a conduta da empresa, de modo a proteger o seu investimento e até a sua reputação no mercado.

Apesar do grau e tipo de influência desejada pelas SCR variar de acordo com o tipo de fundos em oferta podemos constatar que em Portugal, embora grande parte das sociedades de capital de risco ainda tenha uma estratégia “hands-off”, a tendência é para que se desloquem para uma estratégia mais perto da postura “hands-on”, uma vez que podem inclusivamente invocar essa forma de actuação como sendo um ponto forte da actividade que desenvolvem.
 

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