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Artigos de Opinião Aprender a Empreender

Aprender a Empreender

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Aprender a Empreender
Pt. 2
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A educação em prol de empreendedorismo é ainda escassa em Portugal. A GesEntrepreneur foi criada a pensar nessa lacuna?

O facto de ser Empresário há 23 anos, exercer a actividade de Professor Universitário nas áreas da Gestão e Estratégia e de estar ligado à criação de um novo Ecossistema de empreendedorismo no nosso País, permitiu-me constatar que a oferta actual existente ao nível do ensino de empreendedorismo se encontra completamente desajustado das reais necessidades do mercado. Qualquer curso que vemos no mercado centra-se no desenvolvimento de competências ao nível do marketing, liderança, finanças ou como fazer um business plan para implementar um negócio em detrimento da exploração das características intrínsecas que se encontram subjacentes a uma atitude empreendedora.

Empreendedorismo antes de mais, é uma forma de estar na vida. É algo que está dentro de nós, o desejo de controlarmos a nossa própria vida, o nosso destino. A educação nesta área deverá desmistificar o conceito de empreendedorismo, explicando que todos nós temos algumas características empreendedoras e que as podemos utilizar para controlar a nossa vida.

Nesse sentido, a aspiração a ser empreendedor, a auto-confiança, a resolução de problemas devem ser trabalhadas para o "bichinho" do “just do it” ficar dentro do formando. E a melhor maneira de formar um empreendedor, é proporcionar-lhe condições para que ele possa fazer as coisas acontecerem. Assim, em vez de tentarmos levar o mundo exterior à sala de aula, levamos os formandos ao mundo exterior, fazendo-os sair da sua zona de confiança.

Os sucessos da actividade "Empreendedor por um Dia", por todo o mundo têm demonstrado que a metodologia "learn by doing" é vencedora no ensino do empreendedorismo, pois permite aos formandos produzir o seu próprio conhecimento, sendo o papel, tradicional, do professor substituído pelo de facilitador.


Defende que "este século será a Era dos Empreendedores e, ser Empreendedor será, sem dúvida, a melhor "arma" para o desenvolvimento da economia.

Sem dúvida absolutamente nenhuma. Como diz Timmons, o "Empreendedorismo será uma revolução silenciosa, que será para o presente século mais importante do que a revolução industrial foi para o século XX". As primeiras revoluções que marcaram as rupturas na sociedade foram baseadas no "hardware", ou seja, os empresários detinham a posse das terras, das fábricas, dos meios tecnológicos que lhes permitiram atingir o sucesso.

A revolução do empreendedorismo é baseada na criação e inovação, ou seja, no "software", nas pessoas. Para tal, é necessário alterar a mentalidade dos jovens portugueses (até agora o nosso sistema de ensino prepara-nos para ir ao teatro, bater palmas na plateia quando a grande oportunidade está em sermos artistas no palco) para que depois de atingirem o final do seu percurso escolar possam chegar ao mundo do trabalho com uma atitude empreendedora que lhes permita vencer, quer por conta própria, quer mesmo por conta de outrem.

Recorde-se aliás que, hoje em dia não é o especialista aquele que é o mais bem remunerado nas organizações, mas sim aquele que acrescenta valor à organização ao mesmo tempo que gera negócio. Nesta era em que vivemos, são os pequenos negócios e os indivíduos que colocam a ênfase na auto-confiança que orientarão o crescimento económico e que gerarão as novas oportunidades de emprego. Se o objectivo a atingir é o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável, então o veículo pode, e deve ser, o empreendedorismo.


A implementação urgente de uma política educacional, nos primeiros anos do ensino, é suficiente para criar uma cultura empreendedora?

A criação urgente de uma política educacional permitirá, a médio prazo, a construção de uma cultura empreendedora nos jovens que permitirá ao país ter uma posição mais competitiva no panorama internacional. Na GesEntrepreneur defendemos que quanto mais jovem se começar, quando mais negócios se gerirem ao longo do percurso escolar, maiores serão as probabilidades destes se tornarem interiorizarem as características empreendedoras.

Este tipo de educação prepara os jovens não só a terem uma atitude pró-activa, mas desenvolve igualmente capacidades interpessoais, sendo complementar a todas as áreas de aprendizagem. Ao oferecer uma compreensão do mundo global que vivemos nos dias de hoje, este tipo de metodologia permite aos jovens aperceberem-se do seu próprio potencial e de como o podem aproveitar para construir o seu próprio caminho, ou seja, aprenderem a tomar conta de si próprios.


A associação à canadiana CG International tem como objectivo adoptar-se um método de ensino inovador no nosso país?

O método criado pela CG International tem-se revelado vencedor por onde tem sido aplicado, com altas taxas de satisfação, do público-alvo, nos relatórios de avaliação efectuados. A metodologia desenvolvida pelo Professor Chris Curtis rompe com os paradigmas de ensino vigentes, alterando os tradicionais papéis do professor e aluno.

Ainda hoje, na era do Conhecimento, ensinamos de acordo com um horário agrícola (de sol a sol) com disposições industriais (salas de aula dispostas em filas e colunas). O método de ensino da CG International centra-se no processo e não no conteúdo, sendo a experiência o livro de texto dos alunos. A abordagem "learn by doing" apoia-se na interacção constante que permitirá aos alunos compreenderem as atitudes e os comportamentos que lhes vão possibilitar ter maiores possibilidades de sucesso como empreendedores.

Desmistificando o empreendedorismo, a filosofia de trabalho desta consultora canadiana, proporcionará aos alunos consciencializarem-se que mais importante que a posse de meios financeiros ou dos activos, são a inspiração e o sonho que movem o empreendedor, fazendo-o dar o seu primeiro passo.



Actualizado em ( Terça, 02 Junho 2009 15:36 )  

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